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Festival de cinema online, experiência inédita no Brasil, recebe mais de 50 mil acessos.
27 de ABRIL de 2020

Com apoio do FAC, 7º BIFF deixou animada cadeia produtiva do audiovisual


 

Foram mais de 50 mil acessos à plataforma que exibiu os filmes do 7º BIFF – Brasília International Film Festival. Realizada de 21 a 26 de abril, a edição on-line foi a primeira experiência desse tipo no Brasil e contou com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

A diretora do BIFF, Anna Karina de Carvalho, festejou o resultado, que superou a edição presencial de 2018 no Cine Brasília, quando 8 mil pessoas assistiram aos filmes durante os dez dias do evento. Segundo ela, o resultado foi “fantástico porque houve pouco tempo para trabalhar na divulgação do festival”. 

Em razão do isolamento social, medida adotada para conter a pandemia de coronavírus, o evento, que seria no mesmo Cine Brasília, foi cancelado e migrou para formato digital numa plataforma de streaming. Os filmes só ficaram disponíveis até domingo (26), mas um curso de documentário os debates ainda estão disponíveis no site do Festival.

Mais de 60 pessoas em diferentes funções, todas em teletrabalho, auxiliaram na produção do festival. Além da participação do público que assistiu aos filmes em casa, Ana Karina conta que, nos perfis de Instagram e Facebook do BIFF, houve mais de 800 mil visualizações das postagens publicadas. “Foi um alcance gigante, o que mostra a força das redes sociais”.

O filme “Corpus Christi”, da Polônia, foi o vencedor da mostra competitiva pelo Júri Oficial, enquanto o BIFF Júnior, focado no conteúdo infanto-juvenil, premiou o italiano ‘Copperman – Um Herói Especial’, que fez estreia mundial no festival. Por enquanto, apenas o primeiro deve aparecer nas plataformas do Brasil porque já teve direitos adquiridos por distribuidora.

Outro destaque da mostra ficou com o documentário “Blue Girl”, do Curdistão (Iraque). “Foi uma grande surpresa. Trata-se de um filme independente de produção cuidadosa, retratando o esforço de crianças para achar um local para jogar bola em montanhas íngremes de um país distante”, conta a organizadora do evento. O filme obteve o maior feedback nas redes sociais do festival na primeira exibição fora de seu país de origem.

A sétima edição do BIFF exibiu oito títulos na mostra competitiva, quatro na mostra de grandes pré-estreias, dois na especial “Spotlight Brasília”, seis no inédito BIFF Júnior – com júri composto por quatro adolescentes, que receberam oficinas formativas on-line –, e cinco títulos na mostra especial em homenagem ao ator norte-americano Kirk Douglas, que morreu em fevereiro deste ano.

Anna Karina considera que “o saldo foi muito positivo” e acredita que, ainda dentro do panorama de confinamento social, outras experiências de festival on-line deverão ser feitas, como uma parceria ensaiada entre Cannes, Veneza e Toronto para realizar mostra virtual este ano.

Por fim, a cineasta e jornalista acredita que o 7º BIFF serviu para sensibilizar a cadeia produtiva de realizadores, distribuidores e produtores, que estavam um pouco apreensivos com iniciativas virtuais. “Se havia dúvidas sobre o sucesso de um evento desse tipo, não há mais. Vida longa para todos os festivais”, saudou.

Para os secretário de Cultura e Economia Criativa Bartolomeu Rodrigues, este é um momento importante para todo o setor cultural, um dos mais afetados pelo isolamento social. Ele pontua que a experiência exitosa do BIFF pode ensejar novos debates sobre os rumos da indústria audiovisual. “Estamos vivendo um momento de novas experimentações, o que pode ajudar a alavancar o potencial da indústria criativa neste momento tão sensível para a Cultura em todo o mundo”.


Confira os filmes vencedores

Melhor Filme da Mostra Competitiva – Júri Oficial: “Corpus Christi”, de Jan Komasa (Polônia)

Melhor Filme da Mostra Competitiva – Júri Popular: “Encantado, o Brasil em Desencanto”, de Filipe Galvon (França)

Melhor Filme da Mostra Competitiva – Prêmio Da Crítica José Carlos Avellar: “Corpus Christi”, de Jan Komasa (Polônia)

Menção Honrosa do Juri Oficial: “Mapa dos Sonhos Latinoamenicanos”, Martín Weber (Argentina, México, Noruega)


Melhor Filme BIFF JR – Júri do BIFF JR: “Copperman – Um Herói Especial”, de Eros Puglielli (Itália)

Menção Honrosa do Júri BIFF JR: “Ana”, de Charles McDougall (EUA/ Porto Rico) e “Peixonauta: o Filme”, de Célia Catunda, Kiko Mistrogiro e Rodrigo Eba (Brasil)


{ Fonte: http://www.cultura.df.gov.br/festival-de-cinema-on-line-experiencia-inedita-no-brasil-recebe-mais-de-50-mil-acessos/?fbclid=IwAR19WsBzq-TUUsyh8raKZ8Z7YSPQT0Tz9uFx7xwWEBRTVpux-RXROSPzXk0

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