CURADORIA

 


Para além de experimentações estéticas e inquietações narrativas, as mostras competitivas da 6ª edição do Brasilia International Film Festival, trarão ao público do Distrito Federal temas urgentes de um mundo em chamas para reflexões e debates. Com uma maioria de sessões sublinhadas por histórias de mulheres e/ou populações marcadas por conflitos políticos e étnicos, acreditamos que esses filmes selecionados possam gerar uma essencial percepção da existência de realidades complexas, singulares e distintas.

As 16 nações representadas em 16 filmes entram com o melhor de sua novíssima safra de realizadores. Representando a Europa, temos Polônia, Itália, França, Espanha, Eslovênia, Suécia, Alemanha e Dinamarca. Da Ásia, produções da Coreia do Sul, Vietnã e China. Das Américas, Peru, Colômbia, Argentina e Brasil. O continente africano, cuja presença autoral nas grandes mostras internacionais se faz cada vez mais presente (e necessária), é representado pela Nigéria.

A diversidade das línguas e dos modos de resistência faz desta edição um acontecimento necessário, onde as inquietações de novos realizadores traduzem em sua grande maioria questões sérias, contundentes, incontornáveis, como a violência e as desigualdades sociais, de raça e gênero. Em nenhuma outra edição do festival se teve tantos filmes marcados por narrativas protagonizadas por mulheres em contextos sociais e políticos tão contemporâneos e historicamente determinados. Uma das principais preocupações da curadoria foi também fazer com que esse conjunto de filmes pudesse traduzir um pensamento livre e não instrumentalizado.

A solidão devastadora que atravessa fronteiras, em meio a famílias em crise, vai sendo substituída por personagens que reagem e se impõem como forma de resistência e identidade. A força das mulheres é percebida em muitos filmes, distantes geograficamente mas que apontam esse novo caminho.

Muitas dessas produções já foram apresentadas e ovacionadas em importantes festivais estrangeiros, como Roterdã, Locarno, San Sebastián, Berlim e Cannes, dos quais alguns deles ainda saíram desses eventos com prêmios no currículo. Agora é a vez de o Distrito Federal ser palco dessas projeções e serão vocês que vão escolher os vencedores nas categorias ficção e documentário pelo voto popular.

 

Nos encontramos nas salas de cinema!

 

Anna Karina de Carvalho
Com atuação de 20 anos no mercado audiovisual nacional e internacional, concursada da EBC, Anna é comentarista de cinema, além de dirigir diversos documentários e programas especiais. Foi pioneira em mostras de cinema brasileiro na Europa e curadora e gerente geral do Festival Internacional de Cinema de Estocolmo. Trabalhou também como curadora/programadora em mais de 50 mostras e festivais nacionais e internacionais. É diretora de programação e co-fundadora do Brasilia International Film Festival (BIFF), além de uma das idealizadoras do Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI). Participa ativamente de mercados internacionais, como os dos festivais de Cannes, Veneza e Berlim. Como exibidora, programou cerca de 4 mil títulos para o Cine Cultura Liberty Mall, em Brasília.

 

Erika Bauer
Formada em Cinema e Televisão pela HFF - Hochschule fuer Fernsehen und Film, e professora do Curso de Comunicação Social da Universidade de Brasília. É documentarista e realizou, entre outros, o documentário “Dom Helder Camara, o Santo Rebelde”, e “Flor do Moinho”, seu mais recente trabalho. Atualmente coordena o FestUniBrasilia.

 

Rafaella Rezende
Graduada em Artes Visuais (IdA/UnB) e mestranda em Teoria e História da Arte (EBA/UFBA) com pesquisa em narrativas curatoriais. Trabalha paralelamente com produção de festivais de cinema e exposições de arte, com passagem por mais de 40 eventos em Brasília. É co-autora do Immersphere (Festival de Fulldome) e pela 2ª vez integra a comissão de curadoria do BIFF.

 

Rodrigo Fonseca
Carioca de Bonsucesso, formado pela UFRJ, Rodrigo Fonseca é crítico de cinema e roteirista da TV Globo. É autor da biografia Renato Aragão - Do Ceará Para o Coração do Brasil e do romance Como Era Triste a Chinesa de Godard, além de ter publicado livros sobre ficções e documentários do cinema nacional.

 

Sergio Moriconi
Professor, curador e crítico de cinema. Dirigiu o curta Athos. Colaborou no roteiro de curtas e longas. É o criador e curador do Slow Filme - Festival Internacional de Cinema, Alimentação e Cultura Local, que acontece anualmente na cidade goiana de Pirenópolis. É autor do livro Cinema – Apontamentos Para Uma História. Atualmente é o programador do Cine Brasília.

 

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